Translate

quinta-feira, 31 de julho de 2014


Hoje, meu filho, Henrique, faz 17 anos. Lembro de mim quando tinha esta idade, lá pelo início dos anos 1970. Adolescentes, ao que tudo indica, são todos iguais, em qualquer lugar, em qualquer época. O que muda mesmo são as épocas e os lugares, que trazem novos costumes e deletam os velhos. Isso mesmo, deletam, é assim que a juventude de hoje fala, ou digita... 

Levantei cedo e corri para fazer a ilustração aí de cima. Fiz rápido mesmo, sem muito acabamento, antes que ele acordasse e quebrasse a surpresa. Do meu escritório, ao lado do quarto dele, observava para não ser surpreendido. Graças a outra diferença dos adolescentes da minha época, isso não aconteceu porque ele está de férias e, adolescente nenhum em férias, acorda antes das 11 horas.

É claro que um paizão cinquentão como eu ia acabar mesmo imaginando que ele ia acordar, arrumar a cama, tomar café e só depois pegaria o notebook, entraria no Facebook e ZAZ!  Encontraria a minha mensagem postada lá, já cheia de curtidas e compartilhamentos para o meio milhão de amigos que todo adolescente de hoje tem. Mal sabia o Roberto Carlos que eles alcançariam um milhão de amigos bem mais rápido do que ele.

Ledo engano (para eles seria "vacilo"). Ele continuava enrolado nas cobertas, mas com o celular bem escondidinho por baixo delas, digitando, acessando, curtindo, cutucando, menos falando... Aproveitei, entrei no Face e rapidinho postei a mensagem para que ele visse logo, antes que ela rolasse que nem uma alucinada lá para baixo, empurrada por outras mensagens do meio milhão de amigos dele. 

Puxa, como tudo mudou desde a minha adolescência! Só não mudou o amor que pais e filhos sentem mutuamente, não importando se a geração de hoje não tem a mesma facilidade de demonstrar isso, como a minha tinha. Amor é amor, e isso nunca mudará entre pais e filhos.

Feliz aniversário, meu filho!

Mas larga esse celular, vem cantar parabéns e comer desse bolo porque ele não é nada virtual!