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quinta-feira, 7 de maio de 2015

NEM MÃE TEM ESSA PACIÊNCIA!




















Acordei cedo hoje, abri o jornal e vi a foto acima, sem anestesia. Haja paciência, nem mãe tem! Que o povo vá bater panela, tudo bem, mesmo que grande parte da população não concorde. Agora, olhe bem para os digníssimos batedores de panela que são sustentados pelo povo que eles dizem defender!

Desde o início do ano estamos assistindo a um festival de votações na Câmara e no Senado sobre temas relevantes para a população. É lógico que nossos parlamentares estão aí para isso, é a função deles; porém, o que menos tem sido levado em conta nessas votações a toque de caixa tem sido o interesse público. Desde que Eduardo Cunha (PMDB-RJ) foi eleito presidente da Câmara ele tem praticado o "intensivão" nas votações de projetos de lei mais para tentar mostrar um poder que ele não tem e para causar derrotas ao governo que está atirado no chão como um lutador de MMA prostrado na lona e recebendo golpes por todos os lados, inclusive do próprio partido. Para piorar, temos ainda de assistir à queda de braço entre Câmara e Senado pra ver qual dos dois presidentes, Cunha ou Calheiros, fala mais grosso.

O espetáculo de ontem foi deprimente: PMDB não querendo votar as medidas de ajuste fiscal sem a companhia do PT, parte do PT contrária às medidas que a outra parte defende, resultando numa vitória apertada do governo, com direito a chuva de dólares falsos e panelaço parlamentar.

Refeito do choque, veio a ideia da música tema para embalar nossos alegres paneleiros oposicionistas. Fui buscar em Elba Ramalho a inspiração para compor a música tema desse grande espetáculo:

Bate, bate, bate panelão
Sempre desse velho jeito 
O povo está acostumado 
A ser maltratado, a não ter direitos

Bate, bate, bate panelão
Não ligue, deixe quem quiser falar
Porque o que se leva do Congresso, panelão
É só demagogia e blá, blá, blá

Porque o que se leva do Congresso, panelão
É muita picuinha e lenga-lenga pra votar

Oi, tum, tum, bate panelão
Oi, tum, panelão pode bater
Oi, tum, tum, tum, bate panelão
Que eu morro de vergonha de vocês

As águas só desaguam para o mar
Nossos olhos vivem cheios d'água
Chorando, molhando nosso rosto
De tanto desgosto nos causando mágoas

Mas meu panelão só tem rancor, rancor
Era mesmo pra valer
Por isso o povo pena sofre e chora panelão
E é enganado todo dia sem saber

Por isso o povo pena sofre e chora panelão
E é assaltado todo dia sem saber

Oi, tum, tum, bate panelão
Oi, tum, panelão pode bater
Oi, tum, tum, tum, bate panelão
Que eu morro de vergonha de vocês