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sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Os Três Mosqueteiros do Widbook



Os Três Mosqueteiros, para quem não sabe, é um romance histórico escrito pelo francês Alexandre Dumas, inicialmente como folhetim no jornal Le Siècle, de março a julho de 1844, posteriormente publicado em livro. O título seria "Athos, Porthos e Aramis", mas foi alterado por sugestão de Desnoyers, encarregado da seção de folhetins do jornal. Dumas aceitou o título notando que seu absurdo (já que seus heróis são quatro e não três) contribuiria para o sucesso da obra. Dito e feito. O livro não só virou um clássico como inspirou várias versões cinematográficas, sempre deixando o público com aquela pulga atrás da orelha - por que três mosqueteiros se são quatro?

Pois é, descobri três mosqueteiros aqui no Widbook, porque para ser escritor neste país, só tendo a garra e o espírito de aventura dos heróis franceses. E quem são eles? 

Nosso Athos é o Henrique Valle, 23 anos. Apaixonado pelo mundo urbano: trens, metrôs e afins fazem parte do seu cotidiano literário. Ele procura retratar quão interessante pode ser a busca de sentido existencial entre o barulho, a correria, as luzes da cidade e os inúmeros amores que podemos encontrar pelo caminho. Porthos, atende pelo nome de Arthur Castilho. Nascido em Belém do Pará, em 1997, é aluno de Ciências Biológicas na UFPA, completamente apaixonado por ecologia aquática, inventa histórias desde que nasceu. Paulo Sérgio Moraes, o Aramis, trabalha em millwardbrown (ainda vou perguntar pra ele o que é isso), frequentou Estácio e mora em São Paulo.

Seguindo a lógica de Alexandre Dumas, eu, Paulo Araujo, sou D´Artagnan, o quarto dos três mosqueteiros. O que nós quatro temos em comum é a narrativa de histórias urbanas. Foi isso que chamou minha atenção para esses três jovens. Quando coloquei meu livro Cartas Marcadas no Widbook, recebi bons comentários dos três e comecei a ler os livros deles. 

Tempo e Espaço: Crônicas Urbanas, traz a pergunta: Como é estar no meio de um turbilhão? Henrique Valle constrói com suas crônicas urbanas, reflexões que deixam transparecer a aura paulistana. Diferentemente da mera observação, ele lança a si mesmo nos mais variados espaços, a fim de buscar a verdadeira inspiração.

Arthur Castilho, em seu Cheiro da Rua nos apresenta o garoto Sancho. Submerso no seu jeito particular de enxergar o mundo e nos laços de forte amizade e dependência com sua família, Sancho percebe que está desnorteado ao se deparar com um filhote de vira-lata doente e curioso. Neste dia, em uma das incontáveis vielas do bairro da Mancha, se inicia a sua turbulenta jornada interna. Talvez a maior aventura da sua vida. 

Condicional, de Paulo Sérgio Moraes, retrata uma turbulenta relação entre um fotógrafo e um marginal que surgiu à sombra de desejo, descobertas, medo e crime. Momento em que o amor deixou de ser um sentimento e virou uma condenação.

Aconselho a todos que apreciam boas histórias muito bem contadas, a visitar esses três mosqueteiros no Widbook (Henrique Valle e Arthur Castilho) e Amazon (Paulo Sergio Moraes e Paulo Araujo). Suas obras são uma prova de que o hábito de ler e escrever fazem parte ativa da vida moderna e de muitos jovens talentos que estão por aí, batalhando como mosqueteiros para serem descobertos.