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sexta-feira, 29 de agosto de 2014

O Mergulho do Paulista na Amazon.com

Há quem diga que o bom livro é aquele que alia ao seu valor estético uma utilidade, um comentário, ao menos, sobre as questões que nos afligem. O lazer de mãos dadas com o aprender, poesia de braços com serventia. Quer-se, enfim, que ele nos traga alguma orientação, seja para a vida prática, seja para vida emocional. Se você, leitor, compartilha dessa opinião, vai apreciar o livro que tem diante de si.

“O mergulho do paulista” espelha o tempo presente desde o nascimento. Ele só existe, aliás, por causa de um golpe cada vez mais comum à nossa experiência: o desemprego. Como reagir diante de sua chegada? Como sempre não há resposta, mas respostas. Uns se recusam a aceitar o fato e tentam, de todas as maneiras, refazer a vida nas condições anteriores. Outros, percebendo que o reingresso no mercado é quase impossível, deixam as metrópoles para ir à busca do desconhecido. Foi o caso do autor. A distância geográfica e espiritual que separa São Paulo de Marataízes dá a medida de sua viagem.

Não pense, porém, que as páginas adiante trarão digressões melancólicas ou uma forma subliminar de exaltação das próprias virtudes. Não. Ao mesmo tempo em que divide conosco sua história, Paulo Araujo tem o cuidado de fazê-la contar-se através de seus novos companheiros. Ao assumir o papel de espectador, ou aprendiz, desaparece para se fazer mostrar. É um acerto. Além de nos oferecer um retrato social rico em ângulo, foco e contraste, poupa-nos do derramamento emocional que é a ruína de muitos projetos.

Misto de autobiografia e crônica do cotidiano, “O mergulho do paulista” principia em desalento, cresce conciliador e termina estimulante. Por trás dos temores do recomeço, pode haver descobertas capazes de fazer de nós pessoas melhores. Os que esperam algo parecido da vida terão uma boa leitura pela frente.

Marcus Aurelius Pimenta
Jornalista e escritor



O prefácio acima, do meu colega Marcus Aurelius Pimenta, foi feito para uma sonhada edição daquele que tinha ainda o título de Crônicas do Bairro do Juá, um projeto onde eu reunia crônicas escritas aleatoriamente, a partir do meu cotidiano no Bairro do Juá, em Marataízes, pequena cidade litorânea no sul do Espírito Santo. Juntei aos escritos, ilustrações feitas a lápis, daqueles bem simples, usados por qualquer criança de escola pública. 

Tudo começou em 2002, depois de eu ter perdido meu emprego em São Paulo e ter partido para o Espírito Santo, onde vivi por 10 suados anos. Aquilo que parecia ser o fundo do poço, se mostrou um verdadeiro mergulho interior. Lá, no fundo de mim mesmo, encontrei o que havia de melhor em mim e voltei à tona. 

O mergulho terminou, retornei a São Paulo, recomecei minha vida como paulistano, do ponto onde havia parado. Tudo o que vivi no Bairro do Juá, jamais sairá do meu coração, e é isso que procuro dividir com meus leitores (não importa quantos) no meu livro O Mergulho do Paulista, agora disponível no site da Amazon:

www.amazon.com

Basta digitar o nome do livro na caixa de pesquisa para fazer a compra. Com R$ 13,10 você pode mergulhar junto comigo no Bairro do Juá.